6 de novembro de 2013

"Sinto falta de trabalhar por um período justo e ter um bom ganho financeiro"

 
Reprodução Facebook



Nome: Carlos Fernandes
Idade: 36

Objetivo inicial na Irlanda: Estudar inglês e conhecer novas culturas, não só vivendo em outro país como viajando por outros países europeus.

Quanto tempo ficou na Irlanda? 1 ano

Quando voltou para o Brasil? Em março de 2013

Por que decidiu voltar? Ficar longe da família é, talvez, a questão mais difícil quando se está morando em um país distante. Eu já havia perdido o casamento de uma das minhas irmãs e minha outra irmã estava grávida da minha primeira sobrinha. E eu não queria perder também o nascimento dela. Em resumo, a decisão da volta se concentrou na família.

Como foi sua primeira semana no Brasil? Foi bem intensa. Foi uma semana inteira comendo pizza, churrasco, lanches e tudo aquilo que não era comum na Irlanda. Revi minha família toda. E é uma semana em que você tem um ano de história para contar. É o tempo falando sobre tudo que vc vivenciou em outro país, suas viagens, seus amigos gringos, enfim... e fazendo comparações com o Brasil.

Qual cidade você mora atualmente? Taubaté/SP

Você já conseguiu retomar sua vida profissional? Não. Está muito difícil e o país, como sempre, vive na utopia de que as coisas estão melhores.

Você já se acostumou com a “nova vida” aqui? Não e nem me acostumarei. Quando se tem a oportunidade de conhecer e viver uma vida onde as coisas funcionam, andam para a frente, em que existe respeito por parte de pessoas e governantes, segurança, enfim, tantas outras coisas, acostumar com o Brasil passa ser algo improvável.

O que mais sente falta da Irlanda? De trabalhar por um período justo e ter um bom ganho financeiro, da segurança, do poder de compra, do baixo preço de muitas coisas como roupas e viagens, por exemplo. Sinto falta da educação do povo no trânsito e no dia a dia, no “com licença”, “desculpe” e “obrigado”, do transporte público utilizado por ricos e não ricos. São tantas coisas inexistentes no Brasil que a lista seria enorme. Mas isso não se resume a Irlanda especificamente. Nos países em que visitei na Europa existe muito disso também.

O que NÃO sente falta da Irlanda? Essa é fácil: dos mais de 200 dias em média por ano de chuva e dos ventos com chuva e frio ao mesmo tempo.

Você voltaria para Dublin para morar ou estudar? Por quê? Voltaria para trabalhar. Para fazer o mesmo que eu fiz acredito que não. Mas se eu tivesse uma proposta de trabalho me mudaria pra lá sim. Ou, quem sabe, fazer uma ponte entre Irlanda e algum outro país europeu.

Quais os planos para o futuro aqui no Brasil? Na verdade não tenho planos maiores por aqui. As coisas não estão bem encaminhadas e a vontade minha e da minha namorada (que esteve comigo em Dublin e que já havia morado por lá por 2 anos) é de morar em definitivo em outro país. Dentro do nosso planejamento de vida não há nada que se encaixe no Brasil. Não vemos futuro para o país e sabemos que as condições lá fora são infinitamente maiores. Não estamos felizes vivendo aqui. Quando se tem a oportunidade de conhecer o lado bom é lá que vc quer estar.

3 de novembro de 2013

"Não consigo parar de comparar... e a Irlanda sempre vence", diz intercambista que voltou para o Brasil

Reprodução Facebook


Nome: Diogo Hot
Idade: 26

Objetivo inicial na Irlanda: Primeiro objetivo era simplesmente pelo fato de morar fora e poder viajar para vários países. Sempre tive essa vontade. Na medida em que o sonho foi se tornando realidade passei a traçar outros objetivos: a melhora do meu inglês e consequentemente o certificado de Cambridge.

Quanto tempo ficou na Irlanda? Pouco mais de oito meses.

Quando voltou para o Brasil? Em fevereiro desse ano.

Por que decidiu voltar? Minha namorada, que foi comigo pra Dublin, ficou apenas cinco meses. Nós combinamos que eu ficaria até completar o curso, fazer minha prova e fazer meu mochilão. Completado isso, decidi voltar. Mas sempre falo pra ela que devíamos ter ficado mais.

Como foi sua primeira semana no Brasil? Sensacional. Rever as pessoas que amo, pais, namorada, irmãos, meu pug, depois de tanto tempo longe foi muito bom. Minha mãe fez todos os pratos que eu pedi, devo ter engordado uns 3kg naquela semana.

Qual cidade você mora atualmente? Belo Horizonte, MG.

Você já conseguiu retomar sua vida profissional? Sim, trabalho na mesma empresa que trabalhava antes de viajar. Trabalho com informática.

Você já se acostumou com a “nova vida” aqui? Não. Esse é o grande problema da minha vida, na verdade. Não consigo parar de comparar. E nas minhas comparações a Irlanda sempre vence. A questão da segurança que eu sentia nas ruas de Dublin sempre me vem à mente quando eu preciso desligar o celular quando estou andando nas ruas daqui, por exemplo. Lembrar de como minha namorada foi atendida pelo sistema de saúde de lá e saber que aqui, mesmo nos melhores hospitais, temos que esperar horas para um atendimento é complicado. Fora a pint de Guinness, que aqui é muito cara!

O que mais sente falta da Irlanda? Na verdade de tudo. Às vezes me pego pensando nos mínimos detalhes desses meus oito meses lá e vejo que sinto falta de qualquer coisa que, aos olhos de outras pessoas, parece uma grande bobagem, como voltar do Tesco com 20kg de compras e começar a chover do nada, mesmo quando não parecia que choveria. Mas a coisa que eu mais sinto falta, com certeza, é de tomar uma Guinness em algum pub com meus amigos, escutando uma “irish music” ao vivo.

O que NÃO sente falta da Irlanda? Da comida. Não que eu não goste de fish and chips, gosto muito aliás, mas sentia falta da nossa comida com frequência. Aquelas lojinhas que vendem feijão brasileiro salvaram várias vezes.

Você voltaria para Dublin para morar ou estudar? Voltaria, e na verdade espero voltar. Tenho planos de voltar em alguns anos e ficar mais da próxima vez. Tentar um emprego fixo e me estabilizar. Assim poderia morar onde gosto e visitar minha família no Brasil uma vez por ano.

Quais os planos para o futuro aqui no Brasil? Continuar trabalhando e tentar economizar o máximo possível para conseguir voltar.

29 de outubro de 2013

"Voltei com a sensação de missão cumprida", diz intercambista que passou quase um ano na Irlanda

Publico hoje uma entrevista que fiz assim que voltei da Irlanda. Na euforia do momento queria saber se os intercambistas que voltaram antes de mim sentiram as mesmas coisas que eu.

Infelizmente, acabei não publicando. Por isso, escolhi ela para iniciar uma pequena série de entrevistas que estou fazendo com pessoas que moraram e estudaram fora do Brasil, principalmente na Irlanda.



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Nome: Rosângela Campos

Chegada em Dublin: 28/01/2012
Chegada no Brasil: 11/12/2012


Reprodução Facebook (peguei a foto "emprestada" rs)

Como foi a volta ao Brasil?
Rosângela Campos: O retorno foi o momento mais esperado e foi muito tranquilo depois de pagar 150 Euros de bagagem extra (quase morri...rsrsrs).

Nos primeiros dias a única coisa que eu queria saber era ver gente, fui aos lugares mais movimentados de São Paulo (bairro da Lapa, 25 de Março e Santa Efigênia - bairros com uma concentração massante de pessoas).


Nos primeiros dias era engraçado, eu esbarrava nas pessoas e dizia: "Sorry", ou atendia o telefone dizendo: "hello", pensava em Inglês e demorava pra responder em português.


E como foi a adaptação? 

RC: Me adaptar a família e amigos foi diferente, gostoso. A visão de família e mundo muda muito quando se mora na Europa. É diferente com certeza. Pretendo ter meu cantinho. Querendo ou não a gente volta diferente, querendo liberdade, mais espaço. Os conceitos mudam, as opiniões mudam, porém por enquanto não tenho condições.

E como foi sua recolocação profissional?

RC: Já estou empregada. Na verdade estou trabalhando na mesma empresa que eu trabalhava antes  de ir para a Irlanda. Fui convidada a voltar. Claro que não é ainda o emprego que desejo e continuo procurando e pra mim não é tão fácil, pois não tenho formação completa. 

A gente ouve falar da famosa "depressão pós intercâmbio" ... você chegou a tê-la?

RC: Sinceramente eu não tive essa  "depressão pós intercâmbio", levei um choque sim com os valores de roupas e comida, pois na Irlanda estava acostumada a comer bem coisas naturais e saudáveis, coisa que aqui em São Paulo achei absurdamente caro, mas como havia gasto além da conta com roupas na Irlanda, então ainda não gastei com roupas aqui...rs.

Depois dessa experiência você acha que mudou sua forma de lidar com a vida?

RC: Com certeza a forma de lidar com a vida muda e muito. Quero muito educar meus filhos como vi na Europa (incentivo a leitura desde criança, respeito, honestidade, visão de mundo e futuro) fora o respeito ainda mais com minha família depois de tanto tempo longe.

Quais seus objetivos para esse ano?

RC: Para este ano quero muito conseguir o emprego que me deixe em uma condição tranquila, continuar meu Inglês, explorar um pouquinho mais da minha cidade, pois percebi que valorizei tanto o do outro (outros países, outras cidades) que não havia percebido o quanto São Paulo é rica de cultura e lugares lindos e é claro que mais pra frente desejo explorar alguns lugares pelo Brasil e América do Sul (Cancun e Caribe são meu sonho).

Valeu a pena?

RC: Valeu e muito a pena. Eu não sei explicar o tamanho da minha alegria por ter realizado meu sonho de estudar no exterior e por visitar países que jamais imaginei conhecer.

Meu sonho de tirar uma foto em frente ao Big Ben foi incrível, a emoção de realizar um sonho definitivamente não tem como explicar. Estar em Paris também foi mágico, fora alguns outros lugares que conheci que nem imaginava.


Claro que morar por quase um ano na Irlanda não foi tão fácil pelo fato de estar longe da família e amigos, mas o que posso dizer desse país... apenas que jamais esquecerei de tudo que passei na "Irlandinha" do meu coração. Não tenho e nem posso reclamar de nada, pois passei por momentos maravilhosos, conheci pessoas maravilhosas, morei com uma família muito legal trabalhando como Aupair.


Por fim, não tenho do que reclamar e posso dizer que o ano de 2012 que morei na "Irlandinha" foi o ano mais feliz da minha vida. Estou de volta pra casa e feliz também, com minha família e amigos e com sensação de missão cumprida.


OBS: Essa entrevista foi realizada em meados de fevereiro deste ano





25 de outubro de 2013

O mundo segundo brasileiros: Dublin

Olá pessoal,

Essa é para aqueles que desejam conhecer um pouquinho de Dublin e também para aqueles que querem matar as saudades.

Já adianto que faltou mostrar muita coisa, mas entendo que o programa tem um limite de tempo e algumas coisas devem ter sido cortadas.

Divirtam-se



24 de outubro de 2013

Vida corrida...o que vem por aí!

Olá pessoal, quanto tempo não?!

Bom, a vida está fluindo, acho eu. Estou trabalhando na mesma empresa que trabalhava antes de ir para a Irlanda, colocando as contas em dia (sim, ainda tenho algumas “dívidas familiares” feitas no processo do intercâmbio) e ainda me acostumando com a cidade de São Paulo. 


Sim! Mesmo tendo nascido aqui às vezes acordo pensando que vivo no lugar “errado”. Ainda não me acostumei (se é que um dia voltarei a me acostumar) com o trânsito, com a superlotação de pessoas nos lugares (até nos parques), com a urge com a falta de tempo. A minha ansiedade excessivamente "normal" - que na Irlanda tinha amenizado - voltou a me incomodar. Outra coisa é a saudade dos amigos que fiz por lá. Quantas lembranças boas...

Por outro lado, estou bem feliz no trabalho. Meus amigos e uma parte da família estão próximos e isso faz toda a diferença!!! A saudade era enorme e uma das coisas mais difíceis de conviver lá em Dublin. 

Enfim, deixando o "particular" de lado gostaria de retomar a frequencia de postagens e por isso pensei: "nada melhor do que voltar com informações e pontos de vistas de pessoas que estão na mesma situação que eu!"

Sendo assim, nas próximas semanas postarei algumas entrevistas que estou fazendo com intercambistas que viveram na Irlanda e retornaram ao Brasil nos últimos tempos.

Espero que gostem!!!






14 de junho de 2013

Teste, bolsas de estudo, aplicativos - dicas interessantes sobre intercâmbio



Olá pessoal, 

O texto de hoje é para os que planejam fazer intercâmbio!!!

Sei que nessa etapa o volume de pesquisas só cresce e por vezes ficamos perdidos com tanta informação que aparece. Mas o importante é respirar fundo e tentar sanar todas as dúvidas possíveis para evitar qualquer problema relacionado.

Confira alguns links que separei do portal UOL sobre intercâmbio... espero que ajude, principalmente os mais aflitos com os preparativos =)


Teste: Veja qual é o intercâmbio ideal para você

Confira programas de bolsas de estudo para brasileiros em mais de 30 países

Confira 15 aplicativos que ajudam no cotidiano do intercâmbio


E para os que pretendem fazer ou já estão fazendo... um link com dicas de estudo!!!

Confira onze sites gratuitos para aprender idiomas sem sair de casa

http://educacao.uol.com.br/album/2012/11/27/cursos-online---ead.htm